Capa produtos não vegano

O veganismo é um estilo de vida adotado cada vez mais por pessoas que estão a procura de uma vida mais saudável e respeitosa aos animais. Mesmo que pareça complexo tirar do nosso dia a dia alimentos que estamos habituados a comer, como o leite e o ovo, por exemplo, na verdade as empresas estão pouco a pouco mais atentas e propondo alternativas veganas aos clássicos produtos que nós conhecemos no mercado.

 

Se, na sua opinião, excluir os ingredientes derivados de animais da sua dieta e ter uma alimentação exclusivamente vegetal parece uma tarefa simples, você está enganado. 

Existem diversos alimentos industrializados disponíveis no mercado que, presumivelmente, parecem veganos ou “naturais”, e é por isso que é muito importante estar atento a lista de ingredientes. Os produtos de origem animal se escondem em diversos alimentos e objetos que nem ao menos suspeitamos, como é o exemplo das balas de goma. Ao ler as embalagens, é possível encontrarmos corante carmim, Vitamina D3 ou ácido esteárico, e pensar que estes não possuem origem animal, quando na verdade não é bem assim.

Em outros casos, por conta dos números muito baixos de conteúdos ou resíduos dessas substâncias, as mesmas não são indicadas na lista de ingredientes na embalagem dos produtos, o que dificulta na hora das compras.

Vamos descobrir juntos 10 alimentos e objetos que equivocadamente são considerados veganos.

Balas de goma

Adoradas não só pelas crianças, mas também pelos adultos, as minhocas ou os ursinhos de goma podem ser encontrados quase que em qualquer comércio de alimentos. A característica particular desse doce é consistência, graças a gelatina, ingrediente principal desse pequeno doce. Muitos desses produtos contém gelatina, feita de pele e ossos de animais. Claro que existem opções veganas, nas quais a gelatina é substituída por ágar-ágar, extraído de algas marinhas.

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Balas de goma. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Chicletes

Pode ser um hábito, uma forma de aliviar a tensão ou manter o hálito fresco, mas os chicletes disponíveis no mercado podem esconder algumas surpresas bem desagradáveis. Muitas empresas utilizam a gelatina como um dos ingredientes, assim como as balas de goma, mas é comum encontrar também substâncias como o ácido esteárico (pode ser derivado da gordura de animais), ou lanolina (gordura extraída da lã de ovelha).

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Chicletes. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Corante Carmim

É possível que você já tenha excluído as balas de goma da sua dieta, substituindo-as por alguma outra versão vegana. Aquelas de cor vermelha, em particular, são as que mais nos chama atenção por conta de sua cor. Mas fique atento! O corante vermelho chamado Carmim, um dos mais usados nos alimentos, é extraído de um inseto chamado cochonilha. Esse corante pode ser usado em diversos produtos, por isso preste bastante atenção nas embalagens de iogurtes, bebidas, catchup ou outros alimentos de coloração vermelha. Nem sempre eles escrevem carmim nas embalagens, portanto pode estar descrito como “cochineal”, “corante natural de cochonilha”, “corante C.I”, “corante E120”, entre outros.

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Corante carmim. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Cerveja

Essa bebida é muito apreciada no Brasil, inclusive por veganos, sendo o acompanhamento perfeito para um churrasco com os amigos ou para uma noite fora, mas fique atento! Existem alguns tipos de cerveja que são feitas com ácido lático, de origem animal, ou que são clarificadas com uma substância derivada do peixe, chamada de ictícola ou “cola de peixe”. Além disso, as empresas estão liberadas a não especificar esses ingredientes nas etiquetas dos produtos, já que a quantidade utilizada dessas substâncias é extremamente pequena.

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Cerveja. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Vitamina D3 (Colecalciferol)

Existem diversos alimentos que podem conter Colecalciferol. Essa vitamina é obtida a partir da exposição da pele de animais mortos aos raios ultravioletas ou pode ser sintetizada a partir do colesterol, ou seja, em ambos os casos é de origem animal. Alguns alimentos, porém, podem conter essa vitamina e você não faz a menor ideia, como é o caso de alguns leites de soja de caixinha ou em pó, arroz fortificado com vitaminas, algumas imitações vegetarianas de carnes processadas e cereais matinais. Portanto, fique muito atento aos ingredientes descritos nas embalagens.

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Cereal matinal. (Foto: Reprodução/ Shutterstock)

Suco de laranja

Quando você começa uma dieta vegana ou vegetariana, parece claro que frutas e verduras são os seus maiores aliados em praticamente todas as ocasiões. Durante as compras, porém, é necessário se habituar a selecionar frutas próprias da estação ou se contentar com produtos industrializados, como os sucos de caixinha, por exemplo. Porém, fique atento às caixas de suco de laranja que informam a presença de ômega-3, originada dos peixes.

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Suco de laranja. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Não são só os alimentos

Não é só a indústria alimentícia que recorre massivamente a produtos de origem animal, mas também as indústrias de cosméticos, farmacêuticas e têxtil. De fato, existem muitos objetos de uso comum que você nem imagina que não são veganos. Se trata de produtos que utilizamos diariamente: desde roupas íntimas até materiais artísticos.

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Produtos não veganos. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Esmaltes e cosméticos

Neste caso, depende muito dos produtores, mas só de pensar que existem opções veganas desses cosméticos já nos anima bastante. Além de que, para uma indústria comercializar produtos veganos, ela precisa ser adepta ao cruelty-free (as duas coisas estão diretamente ligadas), ou seja, não fazem testes em animais. A grande maioria dos esmaltes que não são veganos possuem corante carmim, para a coloração vermelha, e escamas de peixe para esmaltes com mais brilho.

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Esmaltes e cosméticos. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Materiais artísticos

Quase todo mundo sabe que existem duas alternativas para as cerdas de pincéis, uma sintética e a outra de origem animal. A segunda opção é geralmente composta por crina de cavalo ou pelos de outros animais. Outro exemplo é o papel para aquarela, que contém gelatina em sua composição. Além do mais, as tintas em diversos casos são compostas por substâncias de origem animal, como o corante carmim ou ossos carbonizados.

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Materiai astísticos. (Foto: Reprodução/ Pixabay)

Roupas íntimas

Assim como no caso dos esmaltes e cosméticos, a origem da seda utilizada nas roupas íntimas depende exclusivamente do produtor desse tecido. O fio de seda é obtido através do casulo da lagarta de diversas mariposas, sendo mais utilizado o bicho da seda. A boa notícia é que grande parte das indústrias estão se adaptando as alternativas cruelty-free, o que não vale para a fabricação de roupas com pele de animal.

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Roupas íntimas. (Foto: Reprodução/ Shutterstock)

Medicamentos

Infelizmente, neste caso as alternativas são poucas ou quase nula. Na ciência, principalmente na farmacologia, as substâncias de origem animal estão presentes em quase todos os medicamentos. A eficácia e a necessidade de tais substâncias no corpo já foi estudada e comprovada, e em grande parte das vezes não é possível encontrar uma alternativa sintética. É só pensar na lactose ou nos fermentos lácteos, ambos de origem animal.

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Medicamentos. (Foto: Reprodução/ Pixabay)